Ranking de Varejo da Fenabrave: Eletrificados No topo
A Fenabrave, uma das principais entidades de representação do mercado varejista de veículos no Brasil, atualizou seu ranking mensal de vendas em junho. Este levantamento destaca que 4 dos 5 modelos mais vendidos ao consumidor final no país foram elétricos, incluindo três 100% elétricos e um híbrido plug-in.
Carros Eletrificados no Varejo
Os dados da Fenabrave indicam que as vendas de carros elétricos e híbridos são cada vez mais significativas. A liderança foi do BYD Dolphin Mini, com 5.143 unidades vendidas. O BYD Dolphin seguiu com 4.827 unidades, enquanto o Geely EX2 comercializou 4.363 unidades. O BYD Song, um híbrido plug-in, alcançou a marca de 4.146 emplacamentos. Concluindo o top 5, o Hyundai Creta foi vendido a 4.095 unidades.
O Peso do Varejo nas Vendas
Um ponto importante destacado pelo ranking é o significativo peso do varejo nas vendas dos modelos elétricos. Enquanto os líderes apresentaram uma forte participação do varejo, o cenário é diferente dos modelos tradicionais, cuja maior parte do volume ainda é concentrada nas vendas diretas para locadoras e empresas.
O Consumidor e o Mercado
Essa diferença ajuda a explicar por que o ranking geral de emplacamentos não sempre reflete a preferência do consumidor. Enquanto a lista consolidada mistura pessoas físicas e grandes compradores, o levantamento de varejo evidencia as escolhas feitas nas concessionárias.
Os dados de junho indicam que a eletrificação ganhou força dentre os consumidores que escolhem seus veículos novos pessoalmente. Embora os veículos a combustão ainda liderem o mercado total, o ranking do varejo revela uma mudança importante: os modelos elétricos agora ocupam as primeiras posições exatamente no segmento que melhor representa a preferência do consumidor final.
BYD e Geely Lideram o Mercado
A leitura dos números reforça a estratégia das fabricantes chinesas. Entre os dez modelos mais vendidos no varejo, BYD e Geely ocupam as quatro primeiras posições, demonstrando que o avanço dos elétricos no Brasil não depende apenas de venda para empresas, mas também de uma crescente aceitação entre consumidores físicos.